
DISSERTAÇÃO SOBRE A INVEJA
O primeiro passo para a resolução de qualquer sentimento negativo é a compreensão dele.
Para entendermos a inveja, temos de descobrir a estrutura básica que a antecede.
O mecanismo responsável pela inveja é a comparação.
A inveja é a vivência de um sentimento interior sob a forma de frustração, de tristeza, de mal-estar, de acanhamento, por nos sentirmos menores do que alguém, por nos sentirmos menos do que o outro, por não possuirmos o que o outro possui, por não sermos o que o outro é.
É o desequilíbrio íntimo, oriundo de um sentimento de inferioridade, fruto da comparação que fazemos entre nós e o outro em algum aspecto específico: ou nas posses materiais, na casa, no carro, na roupa, no dinheiro ou nas qualidades psicológicas, morais, físicas, sociais ou espirituais.
E como a inveja é um desequilíbrio entre nós e os outros num processo comparativo, desde cedo nos foram ensinados alguns mecanismos de defesa para este desequilíbrio.
Um dos mecanismos mais comuns é aquele em que, ao nos sentirmos menores do que os outros, nos aumentamos, nos vangloriamos, nos enaltecemos para evitar o mal-estar do desequilíbrio.
Falamos excessivamente bem das nossas próprias coisas e, ao mesmo tempo, procuramos diminuir o outro através de críticas.
Quando criticamos alguém, quando diminuímos alguém, quando ofendemos alguém, quando temos necessidade de falar mal de alguém, provavelmente estamos nos sentindo inferiores a ele.
A inveja é a incapacidade de ver a luz das outras pessoas, a alegria, o brilho, a luminosidade de alguém, seja em que aspecto for.
A inveja é o sentimento daqueles que não encontraram respostas para a diversidade do mundo e das pessoas.
E essa incapacidade de aceitar que as coisas e as pessoas sejam diferentes é uma rejeição da sua própria pessoa como sendo diferente das demais.
A inveja é a auto-aversão por não sermos como os outros são.
O que há de negativo na inveja é esta auto-rejeição em algum aspecto.
Por outro lado, a nossa sociedade é baseada na comparação, a nossa cultura é uma cultura da comparação.
Como tudo é relativo, como tudo está em relação, perdemos a capacidade de ver as coisas em si mesmas e só conseguimos entender as pessoas e as coisas em comparação umas com as outras.
A sociedade em que vivemos é baseada na comparação, na competição e, portanto, na inveja.
E como trabalhar o sentimento da inveja?
Se a inveja é fruto da comparação, é nesse ponto que devemos centrar nossa atenção.
Um exercício prático é o desenvolvimento sistemático da auto-comparação, a comparação conosco.
Sabemos sempre muito bem quanto ganham os nossos vizinhos, os nossos amigos, os nossos parentes, mas jamais fizemos uma análise do índice do nosso crescimento nos últimos anos.
Estamos hoje piores ou melhores do que éramos ontem?
Em termos sociais, psicológicos, financeiros, espirituais, estamos melhores ou piores do que estávamos há algum tempo?
Há uma grande diferença entre a comparação com os outros e a comparação com nós mesmos.
Na auto-comparação, fortalecemos o nosso eu, o nosso centro, o nosso ponto de equilíbrio.
Passamos a nos dirigir de dentro, em função do que realmente somos e não em função do que os outros esperam de nós.
Não se resolve a inveja, o ressentimento, torcendo pela queda do outro porque negar as próprias limitações com as limitações dos outros não dá vida a ninguém.
A auto-comparação leva-nos a um fortalecimento interior.
Fortalecemos a nossa identidade, reencontramos a nós mesmos, passamos a ser o nosso próprio ponto de apoio.
Cada pessoa tem o seu ritmo, o seu jeito, o seu caminho, o seu próprio nível.
Não estamos no mundo para sermos mais do que alguém, mas apenas para realizar o nosso próprio potencial, para sermos cada vez mais, cada vez melhores.
No fundo de cada sentimento de inveja, existe o sentimento de admiração, mas esse só pode desabrochar quando estamos muito centrados no nosso próprio tamanho.
O invejoso quando vê alguém a quem deveria admirar, tende a diminuir essa pessoa.
Esta é a diferença entre as estrelas e os planetas.
Cada estrela é de uma grandeza, de um tamanho, como nós, mas tem sua luz própria, brilha com sua própria luz.
O planeta não tem luz própria e só consegue brilhar roubando a luz das estrelas.
Só quando formos padrão de nós mesmos, reencontraremos a alegria de ser o que somos, de ter o que temos, de viver como vivemos.
Somente o exercício da auto-comparação nos levará à auto-aceitação, à realização do nosso próprio potencial.
Há cerca de cem anos, um mestre idoso e coberto de honrarias estava à morte.
Seus discípulos perguntaram:
"Mestre, você está com medo de morrer?"
"Estou", respondeu ele. "Estou com medo de me encontrar com o Criador".
"Mas, como?", perguntou um discípulo. "Você teve uma vida exemplar. Assim como Moisés, tirou-nos das trevas da ignorância!".
"Você fez julgamentos justos como Salomão", disse outro discípulo.
O Mestre respondeu:
"Quando eu me encontrar com Deus, Ele não vai me perguntar se eu fui Moisés ou se eu fui Salomão. Ele apenas vai me perguntar se eu fui eu mesmo".
(Texto de Antônio Roberto Soares)
Por Débora Sanches 12:46 AM
Domingo, Julho 31, 2005
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Aplicação
O Berço veio lhe dizer que o bebe que voce esta carregando e o seu proprio Futuro. Se voce quiser molda-lo, deve começar a reagir Aqui e Agora. Nao importa como seu atual momento se apresente - este e o momento certo para usar a sua capacidade de reação. O lado Guerreiro de sua natureza lhe trara a coragem de que voce necessita. Nao permaneça sentado, esperando que os outros façam alguma coisa por voce. Use a sua criatividade! Expresse a sua verdade! Reaja!
A carta do Berco lhe recorda que a responsabilidade de encontrar suas proprias respostas e de agir de acordo com elas e toda sua. Nao importa se voce precisa enfrentar um desafio passado, presente, ou futuro. O que importa e que voce pode sempre responder de uma maneira que promova o seu proprio crescimento. Observe de que modo voce podera usar a sua Vibração Pessoal para reagir as situaçoes e de que maneira esta ação fará você evoluir. Você possui esta capacidade. Neste momento, você dece reconhecer que ela existe em seus níveis superiores de Consciência e começar a utilizá-la.
Por Débora Sanches 11:20 PM
Sexta-feira, Julho 29, 2005
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AS 40 HORAS DE INDIWÉ
Meu herói é um índio menino.
Indiwé .Aldeia perdida na Amazônia.
Um só calção.Vivia,brincava; guerreiro.
Cantava com os cães, cântico .
Altaneiro.Angélica criatura.
Toda inocência que numa criança.
Reúne em sublime ventura.
Brincar, comer,dormir, o que amava.
Perfumava a aldeia inteira.
E conto o que a morte proclamava.
Dia 16, sexta feira.Dia fera.
FUNAI demorou 4O horas
para atender Indiwé,doente.Espera.
Injeção,de enfermeira ganha.
Que volte a Aldeia. Encaminha.
Indiwé passou mal a noite estranha.
De Barra da Garça, até Goiânia.
Não foi encaminhamento, mas infâmia.
8 horas de viagem.De infeção tamanha.
O menino faleceu. Findou sua agonia
Na floresta, uivaram os cães, sem raça.
Ongs, FUNAI, todos cúmplices da desgraça.
Chora a Floresta. Chora o mundo inteiro.
Indiwé não foi o último. Não será o primeiro.
Matar índio, que vontade! Loucura!
Mas o Grande Espírito Indiwé procura.
O seu túmulo , contem semente.
Que desabrochara flor. Infantis amores.
Com flores perfumadas, de mil cores.
DON ANTÔNIO MARAGNO LACERDA
Prêmio UNESCO poemas/jornal
www.jornaldosmunicipios.go.to
Por Débora Sanches 1:01 AM
Quarta-feira, Julho 27, 2005
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Boa tarde, você é bem vindo!
Os Celtas
A natureza era a companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a humanidade a reverenciava.
As religiões primitivas louvavam as pedras e montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos.
A Voz da Floresta é uma ponte mítica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrelaçado com a veneração que os Celtas tinham pelas árvores.
Como uma representação do universo, as raízes das árvores habitam o solo, o conhecimento profundo da Terra. E o tronco une as raízes ao céu, trazendo este conhecimento à luz.
Nomeada em diversos locais, a Civilização Celta, pulverizada em vários povos, é etrusca, é vasca (ou basca), é germana, é viking, é gaulesa, é polonesa, é russa, é irlandesa, é portuguesa, é escandinava...
A Cultura Hallstatt foi a primeira das várias culturas existentes na Idade do Bronze. As regiões ocidentais desta cultura entre a França e a Alemanha do Este, já falavam a língua Celta. Por volta do ano 600 a.C., o grafólogo Grego Herodotus escreve sobre os Celtas colocando-os para além dos ¿Pilares de Hércules¿ (isto é, Espanha) e acima do Danúbio. O nome "Celta" surgiu da tribo dominante dos Halstatt, e tornou-se um conceito unificador para toda a cultura.
Segundo historiadores, a terra de origem dos Celtas era uma região da Áustria, perto do sul da Alemanha. Dali, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa Continental e Britania. Na sua expansão os Celtas abrangeram áreas que vão desde a Espanha á Turquia.
Tomando posse de quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em três partes: a Central (teuts-land, q.s. terra de teut), a Ocidental (hôl-lan ou ghôl-lan, q.s. terra baixa) e a Oriental (pôl-land, q.s. terra alta); tudo o que estava a Norte dessas regiões denominavam de dâhn-mark (q.s. o limite das almas), que ía do Rio Don às Colunas de Hércules; aquele Don que os antigos franceses chamavam de Tanais e que era baliza para a ross-land (q.s. terra do cavalo = rússia).
Ainda em relação a este assunto, que obviamente liga os povos célticos, está a palavra ask, de onde a denominação geral asktan dada a vários povos (os mais interessados no assunto devem procurar a velha Gramática da Língua D'Oc); ora, entendia-se por Trasks os Asks orientais, por Tosks os Asks meridionais e por Vasks os Asks ocidentais - daí, toscanos, estruscos, vascos...
Os Celtas dominaram a Europa Central e Ocidental por milhares de anos. Mas só mais recentemente os Celtas influenciaram a Europa no seu desenvolvimento, a nível cultural, lingüístico e artístico. Os Celtas com grupo e raça, há muito que desapareceram, exceto na Irlanda e nas Terras Altas da Escócia.
Desde o domínio romano, instigado pelo catolicismo, as culturas druídica e celta foram alvos de severa e injusta repressão, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informação a respeito delas embora que na historia de Roma conste que Júlio César reconhecia a coragem que os druidas e celtas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princípios.
A bravura dos Celtas em batalha é lendária. Eles desprezavam com freqüência as armaduras de batalha, indo para o combate de corpo nu. Os homens e as mulheres na sociedade Celta eram iguais; a igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais em termos de sexos. As mulheres tinham uma condição social igual á dos homens sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mercadoras e governantes.
Os Celtas transmitiram a sua cultura oralmente, nunca escrevendo a sua história ou os seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus contatos com as civilizações clássicas de Grécia e Roma. Os Celtas eram na generalidade bem instruídos, particularmente no que diz respeito á religião, filosofia, geografia e astronomia.
Relativamente ao nome BRASIL...Este não se encontra nas línguas nativas, mas há vestígios da passagem dos fenícios pelas costas equatoriais e, também, pelas do Brasil. Na antiga Língua céltica "braazi" queria dizer "terra grande" segundo escritos do estudioso Sérgio Trombelli...
Por outro lado, sabemos que uma Insulla Brazil já existia em antigos mapas bem antes da viagem cabralina - mapas como os de Bartolomeu de Pareto (1455) e de Pero Vaz de Bisagudo (segundo Carta enviada pelo Mestre João a el-rei D. Manuel logo após o "descobrimento" oficial a tal Insulla Brazil...
É possível que, em breve, os modernos instrumentos da Arqueologia possam, também, trazer até nós outros vestígios.
E que influência tiveram os Celtas na Literatura européia que tanta força emprestou ao pré-Cristianismo? As literaturas no gaélico, no galês ou no bretão, exerceram influência através da Poesia Pastorial e dos Romances de Cavalaria (a saga do Rei Arthur e a busca do Santo Graal), das Ciências Herméticas ou Ocultas, da Adivinhação e da Cultura Rúnica, até a formação ideológica das elites em Ordens de Cavalaria e Confrarias (do tipo Rosacruzes e Maçonaria).
Chamo a atenção para o fato de vários estudiosos que põem o kardecismo (de Kardec, antigo poeta esotérico celta) como um sistema filosófico-espiritual do eixo telúrico-cósmico desenvolvido na essência mística dos Celtas; aliás, Kardec (Allan Kardec) é pseudônimo do estudioso francês Léon Rivail (1804-1869) que continuou a doutrina céltica no que à transmigração das almas e dos Espíritos diz respeito.
E, antes dele, já os essênios, os nazarenos e outras seitas judeo-palestinas o haviam feito. Importante ainda é o fato de se poder ligar o desenvolvimento da Música e da Poesia aos cultos da Voluspa: mesmo rudimentar, o Oráculo passou a ser lido/interpretado em voz ritmada e em versos rimados. Foi grande a importância dessa Civilização antiga na formação do ser-português, na Língua Lusa que a saga marítima de 1500 levou ao mundo, legou a africanos e criou o tupi-afro-brasileiro, mesmo que à custa da destruição dos nativos pelo catecismo jesuítico e pelos ferozes salteos e bandeiras...
Os povos Celtas, em cinco grupos, entraram na velha província romana, chamada Lusitânia, pelo Algarve (os cinetes), entre os rios Sado e Tejo (os sempsos), entre a Estremadura e o Cabo Carvoeiro (os sepes), pelo centro (os pernix lucis) e pelo norte (os draganes). Sim, nem a Roma imperial conseguiu vencê-los na Grã-Bretanha. Foi grande a contribuição dos povos Celtas para a Cultura Portuguesa.
Por Débora Sanches 1:14 PM
Domingo, Julho 24, 2005
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